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Como assim anoiteceu?
Ela
estava estática. Estática. Os pés não podiam se mexer, as mãos não paravam de
tremer e a respiração dela aumentava a um nível maior do que “ofegante” a cada
minuto.
Sim.
Belovedland estava escura. Tão sombria, tão sem cor... Apenas um tom azul
escuro caindo como um véu sobre o paraíso que um dia fora dela. As arvores
murchavam, e as folhas marrons cobriam o chão. A água não corria mais ou fazia
aquele lindo som como antes. A cachoeira estava morta e a água parada. Até
mesmo aquele pouco de lodo que cobria as pedras e as fazia ainda mais bonitas
estava com um tom acinzentado... Tudo estava morrendo.
Até
mesmo o sol, que nunca abandonara Belovedland, estava tão apagado que se perdia
entre o escuro do céu. Algumas estrelas sobraram e iam apagando lentamente. A
brisa, aquela brisa fresca e refrescante com vapor de água que sempre brincara
com os cabelos dela havia dado lugar a um ar quente e abafado...
Por que?
Ela
amava o lugar com todas as forças. Caiu de joelhos na grama e em um gesto
doloroso, arrancou os resquícios de um paraíso e deixou-os entre as mãos.
Estava acabado. Ela havia deixado o lugar morrer. Era culpa dela...
Quando
a canção não pôde mais ser ouvida, ela deixou o lugar abandonado. O amor nutria
o verde das árvores e limpava as águas, mas o amor morreu... O amor morreu e
levou o paraíso junto, como uma grande bola de neve que derreteria e espalharia
suas dores, junto com as palavras que vazaram em um buraco no peito.
Adeus. Era
a penúltima palavra, adeus. Não havia mais nada do que ela podia fazer. A
ultima o vento soprou com tristeza... Amado...

